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Quais dívidas atrasadas eu devo resolver primeiro? (quando tem várias ao mesmo tempo)

Não sabe qual conta pagar primeiro? Aprenda a priorizar suas dívidas para não perder dinheiro e evitar o corte de serviços essenciais.

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Reprodução/Blusol

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Você olha para a mesa e vê três ou quatro boletos vencidos. O celular vibra com uma notificação de cobrança do cartão de crédito.

Na cabeça, a preocupação com a conta de luz que está para vencer. Se você se sente paralisado sem saber por onde começar, respire fundo. Essa confusão é mais comum do que parece.

Quando o orçamento aperta e o dinheiro não dá para tudo, a reação natural é o desespero. Ou tentamos pagar a dívida “mais barata” só para se livrar de uma, ou pagamos aquela que tem a cobrança mais chata e insistente.

O problema é que nem toda dívida é igual. Escolher pagar a conta errada hoje pode significar perder muito mais dinheiro amanhã ou, pior, colocar em risco o sustento da sua família.

Neste artigo, vamos desligar o modo “pânico” e ligar o modo “estratégia”.

Vamos te ensinar a classificar suas pendências e criar uma fila de prioridades inteligente, para que você retome o controle da sua vida financeira sem quebrar no meio do caminho.

A Regra de Ouro: Sobrevivência em Primeiro Lugar

Antes de pensar em bancos ou cartões, existe uma categoria que está no topo da pirâmide: os Serviços Essenciais.

Muitas pessoas, com medo de sujar o nome no SPC ou Serasa, pagam a fatura do cartão e deixam a luz ou a água atrasar. Isso é um erro perigoso.

O nome sujo é ruim, sim, e traz restrições. Mas ficar sem energia elétrica, sem água ou ser despejado por falta de pagamento do aluguel afeta a sua dignidade e a sua capacidade de sobreviver e trabalhar.

Prioridade 01: O Básico para Viver

  1. Água e Luz: O corte desses serviços é rápido e a religação gera taxas extras.
  2. Aluguel: A falta de pagamento pode levar a uma ordem de despejo. Garantir o teto sobre sua cabeça é prioridade absoluta.
  3. Alimentação e Remédios de uso contínuo: A saúde da sua família não entra em negociação.

Se o dinheiro cobriu esses itens e sobrou alguma coisa, agora sim vamos olhar para as dívidas bancárias e financeiras. É aqui que a estratégia precisa ser afiada.

O Inimigo Silencioso: As Dívidas “Bola de Neve”

Depois de garantir o básico, qual boleto bancário atacar primeiro? Aquele empréstimo consignado ou o cartão de crédito?

A regra aqui é matemática: Elimine primeiro a dívida que cresce mais rápido.

No Brasil, temos duas modalidades de crédito que são verdadeiras destruidoras de orçamento: o Rotativo do Cartão de Crédito e o Cheque Especial.

Imagine que você deve R$ 1.000,00 no cartão e R$ 1.000,00 em um financiamento de móveis.

  • O financiamento tem juros fixos. Se você atrasar, paga uma multa, mas o valor não triplica em um ano.
  • O cartão de crédito tem juros compostos altíssimos. Se você pagar o mínimo ou deixar de pagar, em poucos meses esses R$ 1.000,00 podem virar R$ 2.000,00, R$ 3.000,00… virando uma bola de neve incontrolável.

Portanto, Prioridade 02: Dívidas com Juros Altos.

Foque toda a sua energia e recursos extras em estancar o sangramento causado pelos juros abusivos do cartão e do cheque especial.

Bens em Garantia: O Risco de Perder o que é Seu

Existe uma exceção à regra dos juros altos: as dívidas com garantia real. Estamos falando do Financiamento do Carro ou da Casa.

Embora os juros dessas modalidades sejam menores do que os do cartão, o risco aqui é patrimonial. Se você usa seu carro para trabalhar (como motorista de aplicativo, entregas ou vendas), a parcela do carro sobe para a categoria de “Essencial”.

Prioridade 03: Bens que geram renda ou moradia.

Se o banco pode tomar o seu carro e isso vai te impedir de ganhar dinheiro, essa dívida deve ser renegociada com urgência, antes mesmo de outras pendências sem garantia.

A Estratégia da “Troca Inteligente”

Agora que você entendeu a ordem (Essenciais > Juros Altos > Garantias), você deve estar pensando: “Ok, mas eu não tenho dinheiro para quitar o cartão de crédito que já está gigante.”

É aqui que entra a inteligência financeira. Você não precisa ter o dinheiro todo agora, você precisa trocar uma dívida cara por uma dívida barata.

Isso se chama Consolidação de Dívidas.

Funciona assim: Você busca um empréstimo pessoal em uma instituição sólida, com taxas de juros “normais” (muito mais baixas que as do cartão). Você usa esse dinheiro para quitar o cartão à vista (estancando a bola de neve) e fica devendo apenas o empréstimo, com parcelas fixas que cabem no seu bolso.

Por que isso funciona?

Porque você troca juros de 14% ao mês (cartão) por juros de, por exemplo, 3% ou 4% ao mês (empréstimo pessoal). No longo prazo, a economia é gigantesca.

Conheça a Solidez do BTG Pactual

Para fazer essa troca de dívida com segurança, é fundamental buscar uma instituição que tenha credibilidade. Fugir de golpes e taxas escondidas é essencial nesse momento de fragilidade.

O BTG Pactual é o maior banco de investimentos da América Latina e oferece opções de crédito pessoal que podem ser a chave para você organizar essa bagunça. Diferente de financeiras menores que cobram taxas abusivas, um banco desse porte consegue oferecer condições mais justas e transparentes.

Ao solicitar uma análise no BTG, você pode conseguir o recurso necessário para “matar” as dívidas urgentes (aquelas com juros altos) e concentrar tudo em um único boleto mensal, devolvendo a previsibilidade para o seu orçamento.

E as dívidas “menos importantes”?

Se você seguiu a lista, sobraram aquelas dívidas que não sujam seu nome imediatamente ou que têm juros muito baixos. Exemplos: dinheiro emprestado de parentes (que não cobram juros, apenas cobram a “paz”) ou crediários de lojas sem juros.

Essas são a Prioridade 04.

Não significa que você não vai pagar. Significa que elas podem esperar um pouco mais enquanto você apaga o incêndio principal. Converse com essas pessoas ou lojas, explique a situação e peça prazo. A honestidade na comunicação vale muito.

Resumo do Plano de Ação

Para não esquecer, anote a ordem de batalha:

  1. Garanta a sobrevivência: Luz, Água, Comida, Aluguel.
  2. Proteja seu trabalho: Se o carro/moto é ferramenta de trabalho, pague a parcela.
  3. Estanque a sangria: Ataque o Cartão de Crédito e Cheque Especial (Troque essa dívida por um empréstimo mais barato).
  4. Negocie o resto: Crediários, empréstimos pessoais antigos e dívidas com familiares ficam para o final da fila.

O Erro que Você Não Pode Cometer

Nunca, em hipótese alguma, faça uma nova dívida cara para pagar outra. Pegar dinheiro no cheque especial para pagar o cartão é “cobrir um santo e descobrir outro”.

A solução está em baixar o custo do dinheiro. É pegar um crédito saudável para eliminar um crédito tóxico.

Se você tem várias dívidas atrasadas e sente que o juro do cartão está comendo todo o seu salário, faça uma simulação agora mesmo. Veja se o crédito do BTG Pactual faz sentido para o seu perfil e comece a colocar a casa em ordem hoje.

Rafael Willians
Escrito por

Rafael Willians